sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

ESPÍRITOS FAMILIARES,O QUE SÃO?

Os Espíritos Familiares causam vertigem (Is 19:3) e sono (Is 29:10); induzem ao erro (Is 29:24) ou ao caminho do erro (Is 30:1); levam à ganância (Is 33:11) e causam confusão para ouvir coisas (Is 37:7). Os espíritos familiares são citados na Bíblia (Is 8:19; 19.3), muitas vezes. Mas, como eles operam? Eles não são hereditários, mas operam desde as potestades do ar e acompanham a história de uma família por milhares de anos; pois detém os seus históricos e por meio dessas informações eles confundem os incautos. Basicamente, eles: (1) Repetem as circunstâncias que os pais de família viveram; assim como Abraão mentiu sobre a sua esposa, Isaque também mentiu (Gn 26). (2) Cobram juramentos e palavras que ficaram expostas no mundo espiritual e que aparentemente não foram cobradas. Por exemplo, os irmãos de José disseram que se a taça de José fosse achada com um de seus irmãos, seriam escravos de Faraó; não somente eles, mas eles e os seus filhos. Centenas de anos depois, os filhos de Israel se tornaram escravos de Faraó. (3) Eles operam a morte tomando como base legal as palavras negativas ditas, assim como Jacó falou com Labão, a respeito de quem estivesse com o seu ídolo arameu, pois, segundo o mesmo, tal pessoa morreria. Então, na ocasião do nascimento de Benjamin, filho de sua mulher amada, Raquel morreu segundo a palavra de seu esposo. (4) Eles executam maldições invocadas sobre uma pessoa, por alguma causa, como aconteceu com Rebeca, quando incitou o seu filho a mentir a respeito de si mesmo diante do seu pai, quando não se importou se as maldições pela culpa de seus atos caíssem sobre si mesma. (5) Eles atuam na ilegalidade. Sabemos que os porqueiros de Gadara criavam porcos ilegalmente. Os demônios atuavam ali, porque tinham liberdade para operar; tal liberdade foi dada pelos seus moradores. Jesus tratou diretamente na fonte da ilegalidade daquela cidade, os porcos; mas os habitantes da cidade preferiram os portos a Cristo. (6) Eles atuam pela idolatria, como foi o caso de Raquel e de Mical. Quando Davi fugia para escapar do decreto de morte de Saul, Mical colocou um ídolo do mesmo porte físico de Davi na sua cama, em lugar de Davi, e o cobriu, para despistar os soldados que seu pai enviara para prender a Davi. Isso quer dizer que aquele ídolo estava ali no seu quarto, por traz de quem os demônios atuavam dentro de sua família, para destruir o seu relacionamento, que jamais deu certo. Objetos, situações, fotos, vídeos, revistas pornográficas e coisas semelhantes, são pontos de contatos para que os espíritos familiares permaneçam na cadeia familiar por centenas de anos. (7) Eles procuram brechas de qualquer espécie de libertinagem, de relatividade ou de imoralidade, assim como as filhas de Ló, que depois de serem livres da morte em Sodoma, ainda levaram sobre si os espíritos familiares que atuavam na sua família e sobre a antiga cidade de Sodoma; por isso, embebedaram o seu pai, a fim de gerarem filhos, como Amon e Moabe, frutos de incesto. (8) Eles dão continuidade à maldição dos antepassados, como foi o caso de toda a descendência de Cão, que optou pelo espírito da perversidade. Toda a descendência dos cananeus estava sob a influência do espírito de familiar da perversidade sexual (Lv 18:3,4). A perversidade é o único pecado pelo qual Deus entrega a vítima três vezes ao domínio do mundo das trevas, de tal maneira que somente no auge da sua morte (se houver arrependimento e conversão) a pessoa é liberta desses males; veja você mesmo: (1) Romanos 1:24: “Por isso (1) Deus os entregou, às concupiscências de seus corações, à imundícia, para que os seus corpos sejam desonrados entre si. (2) Romanos 1:27,28: “Pelo que Deus os entregou a paixões infames. E assim como eles rejeitaram o conhecimento de Deus, Deus, por sua vez, (3) os entregou a um sentimento depravado, para fazerem coisas que não convêm”.
Mas, Jesus nos deu autoridade sobre os demônios: Mateus 10:1: “E, chamando a si os seus doze discípulos, deu-lhes autoridade sobre os espíritos imundos, para expulsarem, e para curarem toda sorte de doenças e enfermidades.” Espíritos malignos familiares voltam de onde saíram com mais sete piores: Mateus 12:45: “Então vai e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entretanto, habitam ali; e o último estado desse homem vem a ser pior do que o primeiro. Assim há de acontecer também a esta geração perversa.” Lucas 11:26: “Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e o último estado desse homem vem a ser pior do que o primeiro.” A questão da autoridade sobre os demônios não foi facilmente compreendia: Marcos 1:27: “E todos se maravilharam a ponto de perguntarem entre si, dizendo: Que é isto? Uma nova doutrina com autoridade! Pois ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!” O poder sobre espíritos imundos foi dado por Cristo temporariamente, aos seus discípulos; mas depois esta autoridade foi outorgada definitivamente: Marcos 6:7: “E chamou a si os doze, e começou a enviá-los a dois e dois, e dava-lhes poder sobre os espíritos imundos...”. Os fariseus não entendiam como ele tinha autoridade sobre os espíritos imundos: Lucas 4:36: “E veio espanto sobre todos, e falavam entre si, perguntando uns aos outros: Que palavra é esta, pois com autoridade e poder ordena aos espíritos imundos, e eles saem?” A questão da libertação é como cura: Lucas 6:18: “e os que eram atormentados por espíritos imundos ficavam curados.” Doenças operadas por espíritos malignos familiares: Lucas 7:21: “Naquela mesma hora, curou a muitos de doenças, de moléstias e de espíritos malignos; e deu vista a muitos cegos.” A Associação entre espíritos malignos familiares e enfermidades femininas: Lucas 8:2: “bem como algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios.” Espíritos familiares são também chamados de demônios e de espíritos maus: Atos 5:16: “Também das cidades circunvizinhas afluía muita gente a Jerusalém, conduzindo enfermos e atormentados de espíritos imundos, os quais eram todos curados.” Atos 8:7: “pois saíam de muitos possessos os espíritos imundos, clamando em alta voz; e muitos paralíticos e coxos foram curados.” Atos 19:12: “de sorte que lenços e aventais eram levados do seu corpo aos enfermos, e as doenças os deixavam e saíam deles os espíritos malignos.” Havia outros profissionais em exorcismo nos dias apostólicos: Atos 19:13: “Ora, também alguns dos exorcistas judeus, ambulantes, tentavam invocar o nome de Jesus sobre os que tinham espíritos malignos, dizendo: Esconjuro-vos por Jesus a quem Paulo prega.” Doutrinas de demônios são citadas pelos próprios demônios e contradizem os homens de Deus: 1 Timóteo 4:1: “Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios.” Os espíritos humanos santos e os espíritos humanos ímpios não ficam vagando no mundo: Hebreus 12:23: “...à universal assembléia e igreja dos primogênitos inscritos nos céus, e a Deus, o juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados”. Os espíritos malignos dos dias anti-diluvianos estão presos em cadeias, e sobre estes Jesus apregoou o seu triunfo: 1 Pedro 3:19: “...no qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão...”. Não devemos crer em todo espírito, mas devemos provar a todos: 1 João 4:1: “Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo.” A fonte de operação dos espíritos malignos familiares: Apocalipse16:13: “E da boca do dragão, e da boca da besta, e da boca do falso profeta, vi saírem três espíritos imundos, semelhantes a rãs”. Espíritos malignos operam sinais e prodígios: Apocalipse16:14: “Pois são espíritos de demônios, que operam sinais; os quais vão ao encontro dos reis de todo o mundo, para os congregar para a batalha do grande dia do Deus Todo- Poderoso”. A vitória de Cristo sobre todos os tipos de espíritos malignos. Jesus foi ungido para vencer a morte e o Sheol (Is 61:1; Jo 6:27; At 2:24-32). A missão de Cristo na ocasião de sua morte era libertar os cativos e proclamar abertura de prisão aos justos que estivessem presos ali. Por isso Samuel jamais esteve com Saul. Ninguém podia sair do Hades a não ser por meio da ressurreição. Samuel estava preso no Hades, mesmo sendo um justo. Os santos justos permaneceram lá no Hades até o aparecimento da Luz (Is 9:1-2); a luz apareceu diante deles quando eles ainda estavam nas sombras das trevas e da morte.
DR ALDERY NELSON ROCHA
TEXTO DA BIBLIA ALPHA - VT

Um comentário:

Fernando Cabral disse...
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